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Por que a Islândia exige banho pelado antes da piscina

Em toda piscina pública da Islândia, o banho com sabão e sem roupa vem antes do mergulho. Veja a razão da regra, como ela funciona e como se preparar.

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Piscina ao ar livre entre as paredes de um vale, em Seljavallalaug, no sul da Islândia
Foto de Sigurdur Fjalar Jonsson no Unsplash

Na Islândia, quem quer entrar numa piscina pública primeiro tira o maiô, entra no chuveiro coletivo e se ensaboa de verdade. Só depois veste o traje de banho e vai para a água. A prefeitura de Reykjavík descreve a regra sem rodeio: o banho é pelado, com sabão, e a piscina fornece o sabão.

A razão não é pudor nem folclore. Segundo a prefeitura da capital, a limpeza dos banhistas serve para manter a água agradável e para “limitar o uso de cloro”. A piscina islandesa depende de gente limpa para continuar limpa.

O que a regra pede, na prática

O vestiário funciona em etapas. Você deixa os sapatos na entrada, guarda a roupa, toma o banho completo sem traje de banho e só então coloca o maiô. Nas paredes dos chuveiros há desenhos que mostram as partes do corpo que devem ser lavadas com mais atenção. O objetivo é que ninguém precise falar islandês para entender.

O banho é separado por gênero e geralmente coletivo, sem cabines. Nos grandes complexos turísticos, como a Blue Lagoon e a Sky Lagoon, existem cabines individuais para quem preferir. Nas piscinas pequenas do interior, o normal é o chuveiro aberto.

Há fiscalização. Um guia de viagem islandês relata que quem não tomou o banho como deve pode ser barrado na entrada.

Piscina em toda esquina: de onde vem esse costume

O banho obrigatório faz mais sentido quando se entende o lugar da piscina na vida islandesa. As aulas de natação são obrigatórias para as crianças do país desde 1925, segundo o órgão de turismo de Reykjavík. A piscina começou como lugar de aprender a nadar e virou ponto de encontro de todas as idades, o ano inteiro.

Em 10 de dezembro de 2025, a UNESCO incluiu a “cultura das piscinas islandesas” na lista do patrimônio cultural imaterial da humanidade. Foi a primeira candidatura independente da Islândia. Segundo o Visit Reykjavík, a piscina é lá um espaço de igualdade e convivência, e o banho com sabão é parte da prática.

Só na região da capital há 18 piscinas geotérmicas, em seis municípios.

Como se preparar para a primeira vez

  • Chegue sabendo da regra. O maior erro do turista é pular o chuveiro. Quem faz isso costuma ser corrigido na hora.
  • Use o sabão do vestiário. Nas piscinas de Reykjavík ele é fornecido.
  • Leve o traje de banho depois, não antes. O maiô entra em cena só depois do banho.
  • Não precisa carregar tudo. Em Reykjavík, toalha e traje de banho podem ser alugados na recepção.
  • Prefira uma cabine se isso for um problema. Na Blue Lagoon e na Sky Lagoon ela existe.

A lógica é simples: se a água leva menos cloro, cada banhista precisa entrar limpo.

Perguntas frequentes

É obrigatório tomar banho pelado nas piscinas da Islândia?

Sim. Em piscinas públicas e lagoas artificiais, o banho com sabão e sem traje de banho é exigido antes de entrar na água. O traje de banho é obrigatório dentro da piscina.

Por que os islandeses exigem esse banho?

Para manter a água limpa com menos cloro, segundo a prefeitura de Reykjavík.

Dá para tomar o banho com maiô?

Não nas piscinas públicas comuns. Quem tem constrangimento deve procurar os locais que oferecem cabines individuais, como a Blue Lagoon e a Sky Lagoon.

Quantas piscinas existem na região de Reykjavík?

São 18 piscinas geotérmicas na região da capital, espalhadas por seis municípios, segundo o órgão de turismo da cidade.

Quem está montando um roteiro pela ilha vai encontrar outras regras que parecem estranhas até alguém explicar. A Islândia, por exemplo, nunca muda o relógio e não tem McDonald’s.

Fontes

A foto mostra Seljavallalaug, uma piscina antiga ao ar livre no sul da Islândia. Ela ilustra o cenário, não o vestiário de uma piscina pública de cidade, onde a regra do banho se aplica.